quarta-feira, 16 de junho de 2010

Paráfrase


Cansaço, eis o que me paralisa
Dúbio hesitante estado
Tédio, dias atarefados
Eis monótona existência
Não me movo, não me mexo
Donde as leituras não fenecem
Sono que aborrece, desconexo
púlpito sem voz, sem reação
O que faço? Perdida me encontro
ou desencontro meu interior pulsante
Temeroso de meu estado sem vida
O que julgo desnecessário, sem conotações
Afinal qual lúdico estado?
Temerário ser errante, qual teu rumo?
Teu caminho, teu destino perante aos fatos?
Que te leva a caminhar sem rumo, sem hora?
Quem é você ser que me domina, pensamento corrompido?
Avulso ser sem nome, desconhecido...
Qual ego sobreposto, encoberto por metáforas
Metonímias, inexpressiva paráfrase da vida.

14-06-2010
JYM

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