Qual lágrimas de desatino, vã tristeza
És dor imensurável, lânguida estranheza
Raios que se chocam em tênue juízo
Águas que lavam calçadas, arrastam folhas
Luzes que brilham, raios que o partam
Sentimento sem nome e coisas que se apartam
Insalubre cinza , negro céu e sonhos em bolhas
Gotas de chuva que caem em dilúvio complacente
Molham sereno irrequieto ser em chamas
Destrói barreiras, gritando tempestuoso trovão
Urge alvorada, vitorioso sol luminoso e quente
Que seca as gotas, enxuga a terra e transcende as lágrimas
Doce surgir do sol após dilúvio instável, terna canção
04-10-2010
JYM

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