
Eram feito água e fogo
Opostos que se atraiam
Se completavam
Peças chaves de um jogo
Que sensatos moviam-se instintivamente
Observavam apenas o tempo passar
Na calada da noite sem nada falar
Perdendo-se sem querer num incerto presente
Notando a cada dia uma construção
Indefinida... sem forma... confusa
O que aguardava-lhe aquela luz difusa?
Um mistério o comovia, plácida comoção.
Afinal o que buscava este ser pulsante?
Da solidão um terno abrigo?
Em sua poesia talvez um abraço amigo?
Não se sabe ao certo o instante
Apaixonou-se sem querer
Idealizando oniricamente alguém
Sem nunca encontrar porem ninguém
Frustrado compôs versos sem nada dizer
Permaneceu calado até o momento
E em tentativa perdida disse-lhe tudo
Porem este permaneceu mudo
Indiferente ao consumir do tempo...
E tuas palavras perderam-se
Em versos e mais versos, nas cinzas das horas...
15-09-2010
JYM
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