quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Bolha de sabão




Ao tentar te alcançar
Longínqua estrela, apressado tempo
Canso-me ao caminhar

Tão distante e longe
Perco-me sozinha
Fugindo do destino que foge

Afoito fugitivo
Encontro-te perdido
Cabisbaixo sem motivo

Ofereço a ti minha mão
Venha não tenha medo
O caminho se abre na escuridão

Jaz sobre ti o brilho
Das estrelas luz imanente
Guia onírico, doce anjo

O que aflige sereno estado?
Ao contemplar atônito semblante
O que vês malicioso pecado?

Não é senão desatino
Pensamento vão
Terno poder divino?

Estranho sentimento
Envolvente paixão desconexa
Peça rara sob sutil movimento

Suave vento que acalenta triste coração
Carrega as mágoas, o desengano..
Leve-me como bolha de sabão

Pra além dos muros
Sereno e leve
Doce donzela em apuros

Ouço teu canto e encanto vão
Presa em eterno desencanto
A espera de uma grande paixão

06-09-2010
JYM

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