terça-feira, 31 de agosto de 2010

Absurdo Espaço



Sentado no banco da praça à espera do por do sol
Observando estrelas esparsas no vasto céu
A lua que enamora, teu doce encanto...
Tenho que ir embora, agora me vou
Deixo pra trás as memórias, os passos e o tempo que passou
Registro aqui um relato de um coração desiludido que certa hora chorou
Não sei onde, nem quando... se no passado, presente ou futuro
Apenas sentado à beira do caminho, evidentemente perdido
Procurei por atalhos num universo escuro
Sem volta, triste revolta, chama que consome enamorado ser
O tempo passou e continuei calado... sentado
Observando as folhas que caíam com o leve toque do vento
Amontoadas sob a grama, embaixo dos meus pés
Vi e apenas vi, sua forma, sua cor e doce ardor
Sinto profundo sentir inocente de alguém que necessita
...de tato, visão, paladar, olfato e audição para sentir plenamente a essência imanente de seu ser
Afinal qual sentido? Qual explicação para inconsequente ato
febril estado eufórico, apelo intencional
Confuso estado, confusas palavras, não sei mais o que fazer
Ao caminhar me sinto cansada, eis que tudo desanima
Sentado permaneço, não irei embora, posso esperar
A noite conselheira e a lua companheira estão a me guardar
Nada mais me incomoda, somente este pensamento confuso
Ao divagar sobre ele, nada mais compreendo, apenas me desiludo
As respostas são desconhecidas, o futuro me apavora
O desconhecido tempo, caminho e hora paralisa este mudo ser
Palavras faladas se perdem e as escritas permanecem,
repassam esta mensagem e escondem este que se esconde
no obscuro espaço entre as palavras
Leia pois as entrelinhas, o dito e o não dito
Pelas linhas que contornam absurdo espaço.

31-08-2010
JYM

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