domingo, 13 de junho de 2010

Mudo aborrecimento


Atos impensados, conseqüências funestas
Palavras sinceras de pessoas honestas
Amigos que nos chacoalham e nos abrem os olhos
Repensada atitude, porem sem volta
O que já fora feito, faz parte de um passado obscuro
o qual nos persegue sem remorsos, incansável
Sem reação me encontro diante de ti
Subjugada existência errante, eis o que sou
No pensamento um vazio interior me consome
Um sentimento de culpa, gritante lua lúgubre...
as estrelas sem brilho, o trepido vento uivante,
frio, cortante... dilacera-me o coração e a alma
Arrasta fragmentos de um ser que não mais se encontra
Se perde por entre as ruas, as noites sem rumo
Donde encontrar a essência da vida que não mais brilha?
Apagada esperança, triste revolta sem expressão
A vida sem volta que se esvai num piscar de olhos...
Tétrico desatino, uma melodia surda que acalenta, alma que chora.

JYM
10-06-2010

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