terça-feira, 6 de abril de 2010

Cena inexistente


Não te conheço, somente a sua essência transfigurada em diversas palavras caladas, sentimentos velados, pensamentos complexos... Doce sorriso, misterioso olhar, silencioso suspirar...
Incontido sentimento que me prende, me confunde, me paralisa... são teus olhos, teu furor evidente, minha tétrica vida: drama, suspense, romance e terror.
Vejo cenas inéditas e outras que se repetem descaradamente... incidentes fortuitos, morosos dias e noites a esmo.
Pela janela observo o balançar das folhas tocadas pela suave brisa noturna, distante o brilho das estrelas me levam as alturas... Fecho os olhos e você invade minha mente, durmo sonhando contigo, idealizando um amor perfeito... acordo e nada mais me resta a não ser prosseguir. Tudo não passou de um sonho, universo lúdico, intransigente destino... intransponível tempo que jaz sob esta existência inexistente...

06-04-2010 AM:01:26
JYM

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