terça-feira, 2 de março de 2010

Ávida centelha


Desconhecido profundo dentro de mim
Ignorar o fúnebre cenário
A procura de um mistério
Fitar o horizonte sem fim

As respostas que estou buscando
Quem? Por quê? Onde?
Saber onde tudo se esconde
Qual? O que? Quando?

Não encontro, não conheço
Desconhecido, temerário momento
Intrínseco pensamento
E aos poucos de agonia padeço

Me sinto só, desolada
Invariável coisa de momento
Incompreendido sentimento
Perdida, confusa, perturbada...

Queria um amigo
Talvez muito mais que isso
Ou apenas um chá de sumiço
Das chispas do amor, um abrigo.

Não sei o que procuro
Não quero me machucar profundo
Antes desolada e perdida ao mundo
Não vejo nada, sentimento obscuro...

Aos poucos isto vira obsessão
Descoberta descontente
Fragmento imponente
O qual gera comoção...

25-02-2010
JYM

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